Um acordo global histórico para combater a mudança climática entrou em vigor oficialmente na sexta-feira passada, 5 de novembro, criando pressão para que os países comecem a executar planos de redução das emissões de gases de efeito estufa de forma a limitar o aquecimento global.

O Acordo de Paris foi inicialmente assinado em dezembro de 2015 por quase 200 nações, e foi descrito como o tratado global mais complexo desde o Acordo de Marrakesh, pacto comercial firmado em 1994. A ratificação do acordo foi rápida se comparada com outros tratados internacionais, uma demonstração do apoio mundial à causa ambiental: um total de 92 países já ratificou o Acordo. O limite mínimo era de 55 países, que representam 55% das emissões mundiais de gases do efeito estufa, ratificassem para que entrasse em vigor.

O tratado pretende livrar a economia mundial da dependência dos combustíveis fósseis na segunda metade do século, mantendo o aumento médio das temperaturas mundiais “bem abaixo” dos 2 graus Celsius acima dos tempos pré-industriais, ressaltando a ambição de ir além e limitar o aumento das temperaturas a 1,5 graus Celsius.

O Brasil foi um dos primeiros países a confirmar a participação no Acordo de Paris. Com a ratificação, o País assumiu como objetivo cortar as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005.

Entre as políticas para alcançar essas metas, o país terá, por exemplo, que aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética, como a solar fotovoltaica e a eólica, e recuperar e reflorestar áreas desmatadas. O País ainda se comprometeu a zerar o desmatamento da Amazônia Legal e a restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.

Apesar do otimismo representado pela entrada em vigor do acordo, os países terão muitos desafios pela frente para alcançar os de reduzir as emissões de gases de efeito estufa: estamos no começo de um longo caminho.

Fonte: Portal Brasil